Ele é casado!!! E agora?

Um cantinho virtual para quem vive um amor inteiro apenas no coração...

07 janeiro, 2006

Mudança de endereço

Queridos amigos!

O blog agora está no seguinte endereço http://eleecasado.zip.net.

Espero continuar recebendo a visita de vocês, ok?

Muitos beijinhos e desejos de um 2006 muito feliz. ;-)

11 julho, 2005

Quem pensa no fim?

Hoje, conversando com o Paulo por telefone, tive uma sensação estranha (sim, de novo essa palavra rs). Falei sobre minhas inseguranças e da tristeza que sinto por saber que a nossa história poderá ter um fim. Mas entrei nesse assunto após um comentário que ele fez.

Sem que eu me lembre agora por quê, Paulo disse que, apesar de meu relacionamento anterior ter sido complicado, com certeza colhi muita coisa, muitas experiências que serão úteis em meu próximo relacionamento. Fiquei espantada! Por pouco, muito pouco mesmo, não chorei.

Foi estranho - eu sei... já disse que tudo pra mim em relação a nós é estranho -, mas é que senti como uma pedrada bem dada. Desde que decidi que queria tudo isso que estou vivendo não havia pensado em um "fim". Aliás, quem pensa no fim de um relacionamento quando ele começa, né?

O pior de tudo foi ouvi-lo me perguntar se realmente não seria assim. Eu querendo muito, muito ficar com ele e pensando: "o próximo?"

Foi por isso que iniciamos uma conversa sobre minhas inseguranças. Depois que me ouviu falar como me senti sobre a tal pergunta, Paulo me disse algo que até agora não esqueço: "Sempre escutamos falar que alguns só percebem o que tiveram depois que perdem. Só que outros perdem o que têm - mesmo tendo... - simplesmente pelo medo de perder o que se tem."

Entre esses últimos me encaixo, embora venha tentando não pensar em como tudo isso é errado e que pode ser passageiro. E pior... sem que tenha sido "por inteiro".

Sabe de uma coisa? Ainda não sou nem quero ser forte a ponto de não ficar triste por causa de algo assim.

Moral da História:
"Imagino por que o amor é tantas vezes igualado à alegria quando, de fato, ele é todo o resto também: desgosto, bálsamo, obsessão, satisfação, o dar e receber, valor excessivo e perdê-lo de novo."
Florida Scott-Maxwell

07 julho, 2005

"Tive que roubar esse beijo, senão...!"

Quero agradecer os comentários. Fiquei muito feliz com a gentileza e sinceridade de vocês. Realmente não é fácil a situação. É preciso ter mais do que coragem, bem mais. Nem sei de onde tiro tanta força para agüentar.

Mas... também não há só o lado ruim. Um exemplo: eu adoro poesia e Paulo adora música. Ele admira cantores-compositores e suas letras maravilhosas. Eu arrisco alguns versos, escrevendo poesias. Iniciamos uma troca de letras de canções e poesias por e-mail e acabamos descobrindo como apreciamos os mesmo temas. Porém, o mais interessante de tudo: Paulo começou a escrever também. Já fez quatro poesias. Está bem... é meio suspeito eu falar algo, só que é verdade. Ele tem talento como poeta.


Domingo estivemos juntos durante a tarde. Como sempre, falamos muito (é incrível como arrumamos um assunto atrás do outro), rimos muito, lanchamos no McDonalds, e, sem que eu pedisse ou perguntasse, Paulo contou-me sobre a vida de casado. Não pense que ele detonou a esposa. Nada disso! Falou que ela é uma boa pessoa e hoje nada tem a reclamar sobre ela. Tanto que não quer magoá-la. Contou outras coisas mais, porém é assunto para outros posts. ;-)

Talvez pareça estranho (tudo nesse relacionamento soa estranho pra mim rs) o que eu vou dizer agora, mas tenho que contar. Da primeira vez que saímos como "namorados", não nos beijamos. Eu queria muito que isso acontecesse, só que me sentia tão culpada por estar com um homem casado que preferi manter distância. Pra minha alegria, Paulo não insistiu. A única coisa que fez foi me dar um beijo na testa antes de ir embora.

O primeiro beijo só aconteceu quase um mês depois. De repente, no meio da conversa, Paulo me disse: "Chris, quero um beijo." Eu estava tãooo nervosa que a única coisa que fiz foi começar a rir. E o beijo? Nada! Passamos a tarde toda no shopping, conversando mil coisas. Só depois que saímos é que ele repetiu a pergunta. O nervoso continuava, mas dessa vez não ri. Apenas olhava pra ele. Então ele se aproximou e me beijou demoradamente. Logo que se afastou foi dizendo: "Tive que roubar esse beijo, senão...!" rs

Quer saber por que contei isso? Porque naquele dia percebi que não era nada físico o que nos unia. Havia respeito de verdade. A prova disso foi o beijo na testa que Paulo me deu quando me recusei a beijá-lo. Ele é diferente. Tenho percebido isso a cada dia.

Moral da história:

"O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa."
Willis Harman/Howard Rheingold

03 julho, 2005

É confuso mesmo! E estranho também...

Meu relacionamento com Paulo não foi algo que iniciou assim, ou seja, como um romance predeterminado. Ao contrário, surgiu como necessidade mútua de companhia, um desejo de ter alguém para ouvir, ser ouvido, compreendido. Felizmente, foi o que encontramos um no outro.

Não havia intenções, mas muita atenção. Pode parecer estranho ou romanceado demais este início, porém foi exatamente assim. Claro que, pelo menos de minha parte, me sentia atraída pela conversa dele, ainda que estivesse confusa com muito do que eu ouvia.

Aliás, eu nem sabia que ele era casado. Não! Não vou dizer que fui mais uma que "sem querer descobriu que ele era casado". Também não foi assim. A conversa estava realmente confusa e em determinado momento perguntei se eu estava entendendo bem, se ele era casado, e - brincando, mas sem titubear - Paulo me disse: "Sou sim. Demorou a perguntar, hein?" Confesso que desconfiava, mas não tinha certeza.

Então, o que fiz? Segui com o papo, que estava para lá de agradável, com o pensamento de que seria muito bom tê-lo como amigo. Especialmente por ser um homem de falar tranqüilo, inteligente, bem humorado (ainda que essa faceta eu viesse a conhecer bem depois).

E foi após muitas, muitas e muitas conversas que assumimos o que o coração gritava: estávamos apaixonados. Ah, Deus! Entender e aceitar isso mexeu com todo o meu ser. Eu, Christine, apaixonada por um homem casado. Algo que a minha criação, a minha vida "certinha demais" jamais permitiria.

Assim, mergulhei em um mundo cheio de medo, dúvidas, preocupações, preconceito contra mim mesma, contra alguém que se apaixona por outro alguém que já tem alguém em sua vida e também contra alguém que já tem alguém em sua vida e busca um outro alguém. Sim, é confuso mesmo! E estranho também, como sempre digo ao Paulo. Ainda hoje, mesmo feliz, sempre tenho pensamentos de que está tudo errado. Ainda hoje, ouço minha mente se perguntando: "Ele é casado!!! E agora?"

Moral da história:
"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem de ir colhê-la à beira de um precipício."
Sthendal

01 julho, 2005

Pra começar...

Há alguns meses "namoro" uma homem casado, para espanto e repreensão de muitos. E também para surpresa de alguns que agora sorriem pensando: "Ah, eu sei o que é isso."

Pois bem, se você sabe o que é ter alguém ao seu lado que divide o próprio coração todos os dias, então seja bem-vindo ao blog. Quem sabe contando um pouco do que guardo comigo e não divido - por saber de antemão as críticas em forma de conselhos que me aguardam - eu consiga ser um pouco mais feliz.

Sejam bem-vindos também aqueles aos quais causei espanto. Só posso desejar que não julguem, pois este é um blog sobre amor, e não sobre "amante". A exemplo de Shakespeare*, quero que este blog seja bem apreciado e que fale de amor.

Moral da história:
"Ao contrário do ouro e do barro, o verdadeiro amor, dividido, não diminui."
Shelley

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* Há uma frase do escritor William Shakespeare que diz: "Quero que meus livros sejam bem encadernados e que falem de amor."